segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Guerras De Independência Do Brasil - Resumo, História, Causas Guerras Pós-Independência, Causas, Onde Ocorreram, Resumo, Contexto Histórico, Curiosidades, Bibliografia, História Contexto histórico O processo de independência do Brasil não foi pacífico. Após o 7 de setembro de 1822, ocorreram várias manifestações, em território nacional, contrárias à Independência. Este movimento de resistência era composto, principalmente, por militares portugueses que moravam no Brasil. Dom Pedro I precisou reagir rapidamente para não colocar em risco a recém conquistada liberdade com relação a Portugal. Seu objetivo era expulsar do país as tropas portuguesas. Foi entre os anos de 1822 e 1825, que grande parte destes conflitos pós-independência ocorreram. Como o Brasil não possuía um exército nacional, D. Pedro I precisou formar milícias e contratar militares ingleses e franceses para combater os movimentos de resistência à Independência. O comando ficou nas mãos de militares estrangeiros como, por exemplo: os britânicos Lord Cochrane e John Taylor, além do francês Pierre Labatut. Locais onde ocorreram as guerras de independência Embora tenham ocorrido conflitos em várias regiões do território nacional, eles foram mais intensos nas províncias do Pará, Bahia, Maranhão, Cisplatina (atual Uruguai) e Piauí. Causas principais: - Não reconhecimento da independência do Brasil por parte dos militares portugueses que moravam no Brasil. - Intenção dos portugueses em restaurar a colonização do Brasil. - Não aceitação da independência por parte de comerciantes e funcionários públicos portugueses que atuavam no Brasil. - Necessidade de D. Pedro de pacificar o país no pós-independência para colocar em vigor seu governo em todo território nacional. Desta forma, poderia fortalecer seu poder, consolidando-se como monarca brasileiro. Como terminaram D. Pedro I saiu vitorioso nas guerras pela independência do Brasil. Muitos opositores, principalmente militares portugueses, foram presos e expulsos do Brasil. Em 1825, Portugal reconheceu a emancipação política do Brasil e o imperador brasileiro conseguiu manter a unidade territorial. Curiosidades: - As milícias estrangeiras contratadas por D. Pedro I contou, em algumas províncias brasileiras, com a ajuda de populares para expulsar os portugueses do Brasil. - Para contratar militares estrangeiros e comprar navios de guerra para as guerras de independência, D. Pedro I aumentou os impostos e contou com a doação de recursos de ricos agricultores brasileiros. Bibliografia indicada: Independência ou morte - a emancipação política do Brasil (coleção História em Documentos) Autor: Albuquerque, Luis A. S. e outros Editora: Atual Temas: História do Brasil, Independência do Brasil
Período Pombalino No Brasil - Resumo, História, Medidas História Do Período Pombalino No Brasil, Período, Principais Realizações, Resumo, Marquês Período Pombalino: o despotismo esclarecido do Marques de Pombal no Brasil Período Pombalino: o despotismo esclarecido do Marques de Pombal no Brasil O que foi e contexto histórico O Período Pombalino corresponde aos anos em que o Marques de Pombal exerceu o cargo de primeiro-ministro em Portugal (1750 a 1777), durante o reinado de Dom José I. Em meados do século XVIII, Portugal passava por um período de forte crise econômica. O Marques de Pombal adotou várias medidas administrativas, visando melhorar as condições de Portugal. Muitas destas medidas estavam relacionadas à sua principal colônia, o Brasil. Seria função do Brasil, dentro deste objetivo pombalino, suprir as necessidades materiais e comerciais da metrópole, a fim de transformar Portugal numa potência europeia. Medidas que afetaram o Brasil: - Criação do Estado do Grão-Pará e Maranhão. - Para dinamizar a exploração de riquezas na colônia e o controle comercial, Pombal criou a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba. - Aumento da fiscalização sobre a exploração de ouro e cobrança de impostos nas regiões auríferas. Neste contexto foi criada a derrama. - Expulsão dos jesuítas do Brasil, tirando-os do controle do sistema educacional e das missões jesuítas. Pombal, desta forma, buscou aumentar o poder nas áreas controladas pelos jesuítas, além de tomar posse de propriedades da Igreja Católica no Brasil. - Outra medida de Pombal na área da Educação foi a criação de escolas régias leigas (sem controle religioso). - Em 1759, Pombal decretou que as propriedades (territórios) do sistema de Capitanias Hereditárias deveriam voltar para o controle do governo português. Desta forma, decretou o fim do primeiro sistema de divisão territorial brasileiro, criado nos primórdios da colonização do Brasil. - Na área econômica, podemos ressaltar a implantação do cultivo de algodão no Maranhão. - Em 1763, a capital do Vice-reino do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. A medida, adotada pela administração pombalina, decretava também a mudança do eixo econômico da região nordeste para a sudeste da colônia. Conclusão As medidas de Pombal visavam aumentar o controle político, econômico e administrativo da metrópole sobre o Brasil. Objetivavam também aumentar a exploração dos recursos econômicos, principalmente de ouro, para transformar Portugal numa potente nação europeia. Dentro do contexto de crise do Absolutismo e ascensão do Iluminismo, Pombal tentou com estas medidas manter e até aumentar o poder da coroa portuguesa. Seu governo ficou marcado por aquilo que se convencionou chamar de despotismo esclarecido. Em outras palavras, um governo absolutista que buscava adotar medidas sociais e culturais como forma de amenizar os impactos das medidas autoritárias e, desta forma, perpetuar as bases do Antigo Regime com uma nova roupagem. Bibliografia indicada: O Marques de Pombal e a sua época Autor: Azevedo, João Lúcio Editora: Alameda Temas: História do Brasil Colonial, Período Pombalino, Despotismo Esclarecidoa, Biografia Impressão Facebook Twitter Google+
Curiosidades Da História Do Brasil Fatos Curiosos Da História Do Brasil, Personagens, Dados E Informações Curiosas, Datas E Eventos Curiosidades da História do Brasil Época Colonial - O primeiro nome dado, em 1500, pelos portugueses ao Brasil foi Terra de Vera Cruz. - A primeira missa foi realizada no Brasil no dia 26 de abril de 1500. - A primeira forma de organização territorial implantada no Brasil pela coroa portuguesa foi o sistema das Capitanias Hereditárias. - A primeira cidade fundada no Brasil foi São Vicente, localizada no litoral paulista. A fundação foi feita por Martin Afonso de Souza em 22 de janeiro de 1532. - Até 1645, o Brasil utilizou as mesmas bandeiras de Portugal. A partir de 1645, passou a utilizar a bandeira do Principado do Brasil. - A primeira capital do Brasil foi a cidade de Salvador. - Muitos colonos portugueses, que vinham morar no Brasil, ficavam por pouco tempo. Ao retornarem à Portugal, reclamavam muito do clima, cultura, insetos, índios, animais silvestres e falta de infraestrutura na colônia. - Entre 1580 e 1640, o Brasil foi domínio da Espanha, em função da União Ibérica. - No século XVI, o litoral brasileiro foi invadido e saqueado por ingleses, franceses e holandeses. - As principais fontes de energia no Brasil colonial foram: água (através da roda d’água), animal (principalmente de bois) e humana (escravos). Estas foram as formas de energia utilizadas, principalmente, nos engenhos de açúcar do nordeste brasileiro. - Os primeiros escravos africanos foram trazidos para o Brasil em 1538. - A feijoada, um prato típico da culinária brasileira, foi criada pelos escravos. Os senhores de engenho descartavam os pés, orelhas e rabos dos porcos. Os escravos pegavam estas partes do animal, cozinhavam com feijão preto, adicionavam temperos e, assim, estava pronta a famosa feijoada. - O Quilombo de Palmares foi o maior da História do Brasil. Chegou a contar com, aproximadamente, 20 mil quilombolas no ano de 1670. - A escravidão de indígenas foi proibida no Brasil, através de lei da coroa portuguesa, no ano de 1680. - O açúcar e depois o ouro foram os produtos que mais movimentaram a economia brasileira no período colonial. Período Monárquico - Dom Pedro I, primeiro imperador do Brasil, tinha um sobrenome bem grande. Seu nome completo era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. - Durante a Monarquia, O Brasil teve dois imperadores: Dom Pedro I e seu filho Dom Pedro II. - Dom Pedro II, foi coroado imperador do Brasil em 1841, com apenas 15 anos de idade. - Portugal aceitou a independência do Brasil mediante o pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras. - Em 1876 foi instalado no Brasil o primeiro telefone. A residência que teve este privilégio foi a da família imperial. - O café e a borracha foram os produtos que mais movimentaram a economia brasileira durante o período imperial. Período Republicano - O primeiro presidente da República do Brasil foi um militar: Marechal Deodoro da Fonseca. - A população brasileira cresceu muito em pouco mais de um século de governo republicano. Passou de 14 milhões de habitantes em 1889, para 190 milhões em 2010. Foi um exorbitante crescimento de 1.250%. - Os trens e os bondes urbanos foram os principais meios de transportes das grandes cidades nas primeiras décadas do período republicano. - Carlos Luz foi o presidente que por menos tempo governou o Brasil. Foram apenas 3 dias na cadeira presidencial. - Até 2014, o Brasil teve 36 presidentes da República e 29 mandatos presidenciais. - O Brasil passou a ter o nome oficial de República Federativa do Brasil somente a partir de 1969. De 1891 a 1969, o nome do nosso país era Estados Unidos do Brasil. Bibliografia indicada: - Guia dos Curiososos - Brasil Autor: Duarte, Marcelo Editora: Companhia das Letras Temas: Curiosidades, História do Brasil, Cultura brasileira Impressão Facebook Twitter Google+
governo Hermes Da Fonseca - Resumo, Política Das Salvações, História Período, Resumo, Características, Política Das Salvações, Crise E Problemas Deste Governo, Aspectos Políticos, Econômicos E Sociais Hermes da Fonseca: presidente do Brasil entre 1910 e 1914 Hermes da Fonseca: presidente do Brasil entre 1910 e 1914 Introdução O marechal Hermes da Fonseca foi ministro da guerra do governo Nilo Peçanha entre 1906 e 1909. Gaúcho, da cidade de São Gabriel, foi um dos fundadores do PRC (Partido Republicano Conservador). Com forte apoio do coronelismo e dos eleitores da zona rural, Hermes da Fonseca foi eleito em 1910 e governou o Brasil entre 1910 e 1914. Seu governo é marcado por instabilidades políticas, greves e, principalmente, revoltas que contestavam aspectos da política oligárquica. Principais características e fatos históricos do governo Hermes da Fonseca: - Apoio dos setores conservadores do país. - Política econômica voltada para o desenvolvimento rural do país, com ações destinadas a valorização do café. Desta forma, adotou poucas medidas voltadas para o desenvolvimento industrial e modernização dos setores produtivos do país. - Reprimiu os marinheiros que participaram da Revolta da Chibata em 1910. - Criou a lei que tornava o serviço militar obrigatório no país. - Enfrentou a Guerra do Contestado, revolta popular ocorrida da região sul do Brasil. - Durante seu governou ocorreram greves (reivindicavam melhores salários e condições de trabalho) em várias cidades, que foram combatidas com força policial dos estados apoiados pelo governo federal. Política das Salvações Política em que Hermes da Fonseca interviu nos estados (com apoio de tropas federais), substituindo grupos oligárquicos por interventores civis e militares apoiados pelo estado. A justificativa governamental para tal ação era a busca da moralidade política e redução das desigualdades sociais no país. Porém, Hermes da Fonseca buscava, com esta política, diminuir o poder de grupos locais que faziam oposição ao seu governo. Estas intervenções foram exitosas em alguns estados (Bahia, Alagoas e Pernambuco), porém fracassaram em outros (Piauí, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba). No Ceará houve uma revolução (Revolução Cearense), que chegou a derrubar o governo colocado por Hermes da Fonseca. Bibliografia Indicada: O Brasil Republicano (volume 1) Autor: Ferreira, Jorge Luiz Editora: Civilização Brasileira Temas: História do Brasil Republicano, governos brasileiros
Engenho Colonial No Brasil - Resumo, Partes, O Que Era Engenho Colonial No Brasil, Resumo, Partes, História Do Brasil, Moenda, Capela, Senzala, Casa-Grande Moenda: uma das principais instalações do engenho colonial Moenda: uma das principais instalações do engenho colonial O que era o engenho colonial Era a unidade de produção de açúcar no Brasil Colonial. Compreendia as terras cultivadas, instalações voltadas para a produção de açúcar e moradias. Eram propriedades dos senhores de engenho, ricos proprietários rurais que produziam açúcar para a exportação. Partes do engenho colonial: - Casa-grande: residência da do senhor de engenho e sua família. Era o centro de poder do engenho colonial. - Senzala: moradia dos escravos que trabalhavam no engenho. Era, geralmente, um local rústico e pouco adequado a moradia humana em função de suas péssimas condições. Na maioria dos engenhos, havia correntes onde os escravos eram acorrentados a noite, para evitar fugas. - Casa dos trabalhadores livres: pequenas residências simples que seriam de moradia para os empregados do engenho que não eram escravos. Habitavam estas casas os funcionários do engenho como, por exemplo, capatazes, operadores das máquinas do engenho e outros funcionários especializados. Estes recebiam salários pelos serviços prestados e, geralmente, eram brancos ou mulatos. - Moenda: maquinário usado no processo de fabricação do açúcar. Era uma espécie de triturador composto por rolos, que servia para esmagar a cana-de-açúcar a fim de se obter o caldo da cana. O moenda podia funcionar através da força (energia) gerada por bois, água (através de moinho de água) ou humana (escravos). - Capela: local onde ocorriam as missas e outros rituais religiosos (casamentos, batismos e etc.). De origem portuguesa, a maioria dos senhores de engenho e sua família eram católicos. Em muitos engenhos, os senhores obrigavam os escravos a assistirem as missas. - Canavial: correspondia a cerca de 20% do engenho colonial. Era o espaço destinado ao plantio da cana-de-açúcar. - Curral: local onde eram criados os animais usados no engenho colonial. Os bois e cavalos eram usados no transporte de pessoas e mercadorias. Já as vacas e porcos eram criados para a produção de carne voltada para o consumo interno do engenho. - Plantações de subsistência: geralmente cultivadas pelos trabalhadores livres, eram destinadas a produção de verduras e legumes para o consumo no engenho. - Rio: geralmente os engenhos de açúcar eram instalados em áreas próximas aos rios. Como não havia sistema de água encanada na época, os rios eram de fundamental importância para a irrigação dos canaviais e também para a obtenção de água para o consumo humano e animal. Em muitos engenhos havia uma roda d’água que servia para gerar energia e movimentar a máquina de moer cana. - Reserva florestal: parte da vegetação nativa era preservada. Nestas matas, eram retiradas madeiras que serviam para abastecer os fogões a lenha do engenho. Você sabia? No começo da colonização do Brasil (segunda metade do século XVI), a palavra engenho era usada para designar apenas as máquinas usadas na produção de açúcar. Bibliografia indicada: - O Engenho Colonial (coleção O Cotidiano da História) Autor: Teixeira, Luiz Alexandre Editora: Ática Temas: História do Brasil Colonial Impressão Facebook Twitter Google+
Crise Do Açúcar No Brasil Colonial - Resumo, Causas, História Causas Da Crise Do Açúcar No Brasil Colonial, Resumo, História, Drogas Do Sertão, Economia Açucareira Introdução A produção e exportação de açúcar para o mercado europeu foi a principal atividade econômica brasileira no século XVI e começo do XVII. Os engenhos de açúcar, instalados principalmente no Nordeste, fabricavam este produto que gerava muita riqueza para os senhores de engenho, para a coroa portuguesa (que recebia impostos) e também para os comerciantes holandeses (responsáveis pelo transporte, refino e comercialização de açúcar). Principais causas da crise do açúcar - A União Ibérica (1580 a 1640), que estabeleceu o domínio da Espanha sobre Portugal e suas colônias. Este fato fez com que os espanhóis tirassem os holandeses da lucrativa atividade açucareira brasileira, expulsando-os do Nordeste brasileiro. Após este fato os holandeses passaram a produzir açúcar em suas colônias nas Antilhas. - Os holandeses conheciam o processo de fabricação de açúcar e tinham o controle sobre a distribuição e comercialização deste produto. Logo, conseguiram conquistar os grandes mercados consumidores rapidamente, deixando o açúcar produzido no Brasil em segundo plano no mercado internacional. A concorrência holandesa foi, portanto, uma das principais causas da crise do açúcar brasileiro no período colonial, pois eles conseguiram produzir açúcar mais barato e de melhor qualidade do que o brasileiro. Vale ressaltar que, apesar da crise, a produção e exportação de açúcar permaneceram como principais atividades econômicas até o apogeu do Ciclo do Ouro (segunda metade do século XVIII). Busca de novos recursos na colônia brasileira A crise do açúcar reduziu drasticamente os lucros dos senhores de engenho do Nordeste e também diminuiu a arrecadação de impostos, provocando uma crise financeira em Portugal. A coroa portuguesa rapidamente agiu em busca de uma nova forma de exploração colonial. Neste sentido, a coroa portuguesa estimulou a produção de outros gêneros agrícolas no Brasil como, por exemplo, tabaco e algodão. Incentivou também a busca pelas drogas do sertão na região da Amazônia. Estas nada mais eram do que especiarias (canela, ervas aromáticas e medicinais, cacau, castanha-do-pará, baunilha, cravo e guaraná) muito apreciadas na Europa. O rei de Portugal viu, nesta atividade, uma nova fonte de renda e desenvolvimento de sua principal colônia. As entradas e bandeira tiveram papel fundamental na busca por estas especiarias. Bibliografia indicada: Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777 - 1808) - Coleção estudos Históricos Autor: Novais, Fernando A. Editora: Hucitec Temas: História do Brasil Colonial
Governo De Nassau Em Pernambuco - Resumo, Características História, Características Do Governo De Maurício De Nassau, Resumo, O Que Fez Nassau: governador do Brasil Holandês Nassau: governador do Brasil Holandês Contexto histórico Em 1630, os holandeses invadiram e dominaram Pernambuco. Interessados na produção de açúcar do nordeste brasileiro, os holandeses permaneceram na região até 1654, ano em que foram expulsos. Governo de Nassau (1637 – 1644) João Maurício de Nassau foi um conde holandês, enviado ao nordeste brasileiro, em 1637, pela Companhia das Índias Ocidentais. Sua função era governar as terras dominadas pelos holandeses na região de Pernambuco. Seu governo durou sete anos e foi responsável por várias transformações, principalmente urbanísticas, em Recife. Principais características do Governo Nassau (ações): - Investimentos na infraestrutura de Recife como, por exemplo, construção de pontes, diques, drenagem de pântanos, canais e obras sanitárias. - Estabelecimento de aliança política com os senhores de engenho de Pernambuco. - Incentivo ao estudo e retratação da natureza brasileira, principalmente com a vinda de artistas e cientistas holandeses. - Adoção de melhorias nos engenhos, visando o aumento da produção de açúcar. - Criação do Jardim Botânico no Recife, assim como o Museu Natural e o Zoológico. - Melhoria da qualidade dos serviços públicos em Recife, investindo na coleta de lixo e nos bombeiros. - Redução dos tributos cobrados dos senhores de engenho de Pernambuco. - Estabelecimento da liberdade religiosa aos cristãos. Fim do governo Nassau No começo da década de 1640, a Companhia das Índias Ocidentais passou a tomar uma série de medidas visando o aumento dos lucros com a economia açucareira no Brasil. Entre estas medidas estavam o aumento de impostos, cobrança de dívidas atrasadas dos senhores de engenho e pressão para aumentar a produção de açúcar. Estas medidas causaram grande insatisfação nos senhores de engenhos e não foram aceitas por Maurício de Nassau, que resolveu deixar o cargo de governador em 1644. A saída de Nassau do governo rompeu o clima harmonioso entre holandeses e senhores de engenho. Muitos destes últimos passaram a se organizar, formando exércitos e buscando apoio de colonos, com o objetivo de expulsar os holandeses do nordeste brasileiro. O objetivo foi conquistado em 1654 através da Insurreição Pernambucana. Conclusão No geral, o governo de Nassau foi positivo para Pernambuco em função das boas realizações implantadas que proporcionaram um certo grau de modernidade e desenvolvimento à região. Como a comparação geralmente é feita com o governo português no Brasil, que estava muito mais preocupado com a exploração econômica, muitos estudiosos afirmam que a região dominada pelos holandeses seria muito mais desenvolvida atualmente caso estes tivessem permanecido por mais tempo. Porém, vale lembrar que os aspectos positivos estão relacionados diretamente ao governo Nassau, já que à Companhia das Índias Ocidentais interessava em primeiro lugar o lucro advindo da produção de açúcar na região. O Brasil Holandês Autor: Gallas, Alfredo O. G. Editora: Alfredo Gallas Temas: Invasão Holandesa no Brasil, História do Brasil Colonial, governo Nassau Impressão Facebook Twitter Google+